terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Detran/RS libera ensino médio para formação de condutores

Os alunos das escolas públicas e privadas do Estado poderão realizar a formação teórico-técnica em direção veicular juntamente com o currículo do Ensino Médio. A formação assim obtida permitirá que o estudante, após aprovação em prova teórica realizada pelo Detran/RS, agende em um Centro de Formação de Condutores as demais fases de seu processo de habilitação.

De acordo com a Portaria 428/10, do Detran/RS, que regulamenta o tema, as escolas interessadas deverão encaminhar solicitação de autorização de curso ao Detran/RS remetendo formulário, dados do professor em exercício na escola que será responsável pelo curso e projeto, documentos detalhados na portaria. Para ministrar as aulas dessa atividade nas escolas credenciadas, o instrutor teórico deverá estar com seu credenciamento regularizado junto ao Detran/RS e cumprir os critérios estabelecidos pelo Contran para o exercício da profissão.

A Portaria 428/10 leva em consideração que a educação para o trânsito deve ser promovida nas escolas, nos diferentes níveis de ensino, por meio de planejamento e ações coordenadas entre os órgãos e escolas do Sistema Nacional de Trânsito. A Resolução 265/2007 do Contran prescreve a competência do órgão executivo de trânsito estadual para examinar a documentação apresentada, fiscalizar as condições físicas e materiais da escola requerente, estabelecer, quando necessário, exigências a serem cumpridas em prazo determinado e conceder autorização às escolas para o funcionamento do curso.

A carga horária mínima do curso será de 90 horas-aula, que deverão ser distribuídas nos três anos do Ensino Médio, nos três últimos anos nas escolas que mantém o Ensino Médio em quatro anos, ou ainda nos dois últimos anos do curso. Considera-se hora-aula, nesse curso, em conformidade com a Resolução n.º 285/2008 do Contran, o período de cinqüenta minutos.

O aluno que participar do curso teórico-técnico e apresentar o percentual de freqüência igual ou superior a 75% em cada módulo receberá o certificado de participação, e após a realização do exame de aptidão física e mental e da avaliação psicológica, o Centro de Formação de Condutores fará a validação do aproveitamento e liberará a realização do exame teórico, sem necessidade de participação no curso teórico-técnico do CFC.

Publicada em 06/12/2010, às 11h28min

Fonte: www.detran.rs.gov.b

Brasil avança em ranking de educação, mas ainda ocupa 53º lugar

O Brasil teve a terceira maior evolução na área educacional ao se considerar as médias de 65 nações, de acordo com os resultados do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa, na sigla em inglês), realizado a cada três anos pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e divulgado hoje

O país conseguiu superar a barreira dos 400 pontos em leitura e ciências, mas ficou abaixo desse patamar em matemática. O resultado, no entanto, ainda está longe de ser positivo. Nas três áreas, pelo menos a metade dos jovens brasileiros não consegue passar do nível mais básico de compreensão.

O Brasil ocupa apenas o 53º lugar no ranking. O país melhor posicionado na região é o Chile (44º), seguido por Uruguai (47º), México (48º), Colômbia (52º), Brasil (53º), Argentina (58º) e Peru (63º).

O Pisa avalia estudantes de 15 anos completos em todos os países membros da OCDE, mais os convidados - como Brasil, México, Argentina e Chile, entre outros. Em 2009, ano da prova mais recente, foram selecionados 400 mil jovens em todo o mundo, incluindo 20 mil brasileiros de todos os Estados. A escolha pela faixa etária permite uma comparação entre os diferentes países, mesmo que os sistemas de ensino sejam diferentes.

Evolução

A matemática ainda é o ponto mais fraco dos estudantes do País. Apesar de ter subido 16 pontos, a média nacional - de 386 - ainda fica 111 pontos abaixo da média da OCDE. Em ciências, a média brasileira subiu 15 pontos e chegou a 405, enquanto em leitura, onde houve a maior evolução - 17 pontos -, alcançou 412.

Os melhores números, no entanto, ainda deixam uma boa parte dos alunos pelo caminho. Em leitura, quase metade dos brasileiros avaliados alcança apenas o nível 1. Em três anos, houve uma melhoria de apenas 6 pontos percentuais. O nível 1 significa que esses adolescentes são capazes de encontrar informações explícitas nos textos e relacioná-las com o cotidiano deles. E só. Não são analfabetos, mas têm somente o grau mínimo de habilidade de leitura.

Em matemática, 69% dos estudantes do País chegam apenas ao nível 1, contra 73% em 2006. Esses jovens não conseguem ir além dos problemas mais básicos e têm dificuldades de aplicar conceitos e fórmulas. Na avaliação da OCDE, eles teriam inclusive dificuldades de tirar proveito de uma educação mais avançada.

Em ciências, 54,2% dos brasileiros avaliados ficaram no nível 1 - ou seja, conseguem apenas entender o óbvio e têm enormes dificuldades de usar ou compreender essa disciplina. Em 2006, 61% estavam nesse patamar.

Na outra ponta, apenas 1,3% dos estudantes atinge os níveis 5 e 6 em leitura, 0,8 % em matemática e 0,6% em ciências.

A evolução revelada na prova foi comemorada pelo governo, já que em apenas três anos o País conseguiu mostrar, pela primeira vez, resultados consistentes. Entre 2003 e 2006, a média geral brasileira havia crescido apenas um ponto. Em leitura, havia caído 10, e permanecido estável em ciências. Apenas matemática havia crescido. Nesta edição, o Brasil conseguiu superar, na América Latina, Colômbia e Argentina, mas ainda está atrás do Chile, Uruguai e México.

Fonte: http://br.noticias.yahoo.com/s/07122010/25/manchetes-brasil-avanca-ranking-educacao-mas.html