quinta-feira, 17 de junho de 2010

Saúde na educação

Quando adolescentes entram irritados em suas próprias casas, atirando coisas, gritando com os próprios familiares; quando os políticos, mais uma vez, vão dizer nos espaços gratuitos de televisão e rádio que vão dar prioridade à educação; quando os professores são expostos à marginalidade infanto-juvenil, agredidos diariamente, cuspidos, ofendidos, impedidos de desempenhar suas atividades, e nada podem fazer, concluímos que existe uma crise pior do que a financeira.

É a crise de valores outros que atinge toda a sociedade, as famílias, os pais, os adolescentes e as crianças (que serão o futuro do Brasil). É a crise da falta de respeito geral e em especial pelos professores. Será que a impunidade não está contribuindo para que num futuro próximo esses adolescentes, já adultos, cometam infrações, as mais variadas e graves, aumentando a superlotação dos presídios?

Historicamente mal remunerados e pouco valorizados, professores se encolhem, por falta de apoio dos órgãos competentes permitindo abusos inimagináveis até bem pouco tempo atrás.

Impotência diante desses fatos é o que sentem os professores. O Estatuto da Criança e do Adolescente não é cumprido na íntegra, sendo usado na maioria dos casos para referendar as atitudes absurdas dos alunos e as omissões dos pais, sem uma análise mais ampla de todo o contexto dos fatos. O próprio direito de trabalhar do professor é cerceado. E, o direito das outras crianças que estão em sala de aula e querem aprender, como fica? Os professores se retraem, os diretores têm medo e as autoridades não querem enxergar. Mas prometem sempre que, se forem eleitos, darão prioridade para educação e saúde.

Por falar nisso, a saúde dos professores vai de mal a pior com o estresse crescente no ambiente de trabalho em função de tudo isso. Alta incidência de uso de medicamentos antidepressivos, de hipertensão arterial, diabetes e outros danos físicos e mentais. E, mais que isso, os professores estão sofrendo de fobia escolar, antes um distúrbio psicológico exclusivo das crianças.

O professor que desenvolve fobia escolar sente um pavor da escola e da sala de aula, com um quadro que inclui palpitações, tremores e cefaleia. Como diz Lya Luft: “Todos os indivíduos, não importa a conta bancária, profissão ou cor dos olhos, podem reverter esta outra crise: a do desrespeito geral que provoca violência física ou grosseria verbal em casa, no trabalho, no trânsito”.

Vamos acordar enquanto é tempo

Renato Knijnik - médico

Fonte: Zero Hora

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Dicas para evitar o surgimento de problemas vocais

Profissões que abusam da fala exigem ainda mais cuidados

Rouquidão e pouca intensidade vocal são comuns entre profissionais que dependem da voz para trabalhar. A maioria enfrenta esses problemas por não tomar cuidados básicos, como beber água

Em determinadas profissões, a voz representa um importante instrumento de trabalho. Professores, atendentes de telemar-keting, cantores, atrizes são alguns exemplos. Por isso, é fundamental que tais profissionais tenham o mínimo de conhecimento sobre a produção vocal, assim como os cuidados necessários para manter uma voz sempre saudável.

As maiores queixas nos consultórios de fonoaudiologia são rouquidão, perda de voz, baixa intensidade vocal e dores durante a fala. Quem confirma isso é o fonoaudiólogo Danilo Montovani:

– A incidência de casos com alterações de pregas vocais acarretando disfonias (as alterações na qualidade vocal) e até mesmo a afonia (perda total da voz) é relativamente alta no meu consultório.

Falar alto o tempo todo e, na maioria das vezes, tentar se sobressair perante uma turma de 30 alunos deixa a professora Fátima Rodrigues quase sem voz quando chega o fim da semana.

– Dou aula para crianças do ensino fundamental. Muitas vezes, preciso competir com a gritaria deles para que eu possa ser escutada. Isso desgasta muito a minha voz – afirma.

Depois de tanto forçar a garganta, o diagnóstico quase sempre fica entre dois problemas: nódulos ou fendas vocais. Foi o que aconteceu com a atriz Ana Paula Resende. Ao ser convidada para participar de um musical, ela não conseguia usar a voz adequadamente na hora de cantar, o que acabou a desgastando. Depois disso, não deu outra: os popularmente conhecidos calos vocais.

– Procurei uma fonoaudióloga e fiz um tratamento específico. A disciplina é essencial para obter êxito. No meu caso, acabei faltando a algumas sessões e o resultado foi péssimo. Caí para reserva do elenco do musical – lamenta.

Fátima também teve os nódulos e chegou a ficar quase dois meses afastada da salas de aula para se recuperar. Mas depois de quase 22 anos na profissão, ela acaba passando por cima das dificuldades e segue na atividade que ama.

– Cheguei a fazer tratamento com fonoaudiólogos, mas parei. Não tive mais tempo e sigo a minha rotina com alguns cuidados. Faço gargarejo assim que acordo e durante o dia inteiro para amenizar o incômodo – afirma a professora.

Segundo dados da Academia de Laringologia e Voz, cerca de 2% dos professores brasileiros estão afastados da sala de aula por apresentarem distúrbio vocal.

Sem cirurgia

Por isso, o fonoaudiólogo Montovani sugere o acompanhamento sempre. Caso a rouquidão persista por mais de 15 dias, é recomendável que um especialista seja procurado.

– As alterações de pregas vocais causadas pelo mau uso vocal ou por alterações fisiológicas são tratadas a partir da intervenção terapêutica fonoaudiológica – diz Montovani. Segundo ele, as patologias vocais ocupacionais raramente precisam de intervenção cirúrgica.

Montovani recomenda ainda que o uso de balinhas e sprays deve ser evitado.

– Geralmente, eles contêm álcool em sua composição, que promove efeito anestésico nas pregas vocais. Isso diminui a sensação de desconforto durante a fala e as pessoas cometem muitos abusos vocais, já que não sentem mais a dor – explica.

Terminado o efeito anestésico, a sensação de desconforto volta, fazendo com que esses produtos tenham um efeito apenas paliativo.

Cuide-se: confira dicas que podem evitar o surgimento de problemas vocais

:: Beba em média dois litros de água por dia. De preferência, em temperatura ambiente. Enquanto estiver falando, beba alguns goles de água.
:: Evite sempre que possível qualquer competição sonora. Gritar provoca intenso atrito nas pregas vocais, o que pode lesioná-las.
:: Prefira locais com temperatura ambiente. O ar condicionado em baixa temperatura é um inimigo para as cordas vocais.
:: Não fume. A fumaça do cigarro irrita a mucosa da laringe, além de ressecá-la. As bebidas alcoólicas também devem ser evitadas, pois anestesiam a voz e diminuem a sensibilidade.
:: Evite o consumo de leite, chocolate e seus derivados antes de intensa atividade vocal. Sucos e frutas cítricas são bem-vindos. A maçã também é boa aliada da voz.
:: Alimentos fibrosos são adstringentes, ou seja, limpam a boca e a faringe.
:: Articule bem as palavras e use expressões faciais para evitar o abuso vocal

CORREIO BRAZILIENSE (Fonte: Zero Hora)

terça-feira, 8 de junho de 2010

Para refletir...

Não eduques as crianças nas várias disciplinas recorrendo à força, mas como se fosse um jogo, para que também possas observar melhor qual a disposição natural de cada um.
(Platão)

domingo, 6 de junho de 2010

Dia do Meio Ambiente e Ecologia

Ontem foi comemorado o Dia Mundial do Meio Ambiente, por isso decidi trazer um texto informativo sobre este dia. Boa leitura!!!
"No dia 05 de junho comemora-se o dia do meio ambiente.

A criação da data foi em 1972, em virtude de um encontro promovido pela ONU (Organização das Nações Unidas), a fim de tratar assuntos ambientais, que englobam o planeta, mais conhecido como conferência das Nações Unidas.

A conferência reuniu 113 países, além de 250 organizações não governamentais, onde a pauta principal abordava a degradação que o homem tem causado ao meio ambiente e os riscos para sua sobrevivência, onde a diversidade biológica deveria ser preservada acima de qualquer possibilidade.

Nessa reunião, criaram-se vários documentos relacionados às questões ambientais, bem como um plano para traçar as ações da humanidade e dos governantes diante do problema.

A importância da data é devido às discussões que se abrem sobre a poluição do ar, do solo e da água; desmatamento; diminuição da biodiversidade e da água potável ao consumo humano, destruição da camada de ozônio, destruição das espécies vegetais e das florestas, extinção de animais, dentre outros.

A partir de 1974, o Brasil iniciou um trabalho de preservação ambiental, através da secretaria especial do meio ambiente, para levar à população informações acerca das responsabilidades de cada um diante da natureza.

Mas em face da vida moderna, os prejuízos ainda estão maiores. Uma enorme quantidade de lixos é descartada todos os dias, como sacos, copos e garrafas de plástico, latas de alumínio, vidros em geral, papéis e papelões, causando a destruição da natureza e a morte de várias espécies animais.

A política de reaproveitamento do lixo ainda é muito fraca, em várias localidades ainda não há coleta seletiva; o que aumenta a poluição, pois vários tipos de lixos tóxicos, como pilhas e baterias são descartados de qualquer forma, levando a absorção dos mesmos pelo solo e a contaminação dos lençóis subterrâneos de água.

É importante que a população seja conscientizada dos males causados pela poluição do meio ambiente, assim como de políticas que revertam tal situação.

E cada um pode cumprir com o seu papel de cidadão, não jogando lixo nas ruas, usando menos produtos descartáveis e evitando sair de carro todos os dias. Se cada um fizer a sua parte o mundo será transformado e as gerações futuras viverão sem riscos.

Por Jussara de Barros
Graduada em Pedagogia
Equipe Brasil Escola"

Fonte: www.brasilescola.com


sábado, 5 de junho de 2010

Uma nova ordem para a educação

Educar não é tarefa única da escola, mas o enfoque humanístico da educação confere a ela a responsabilidade de transmitir conhecimentos e ampliar os horizontes do ser humano pelo fato de ser a educação um direito fundamental do homem. Para educar, o professor necessita de qualificação e valorização profissional, e o magistério do Rio Grande do Sul já avançou neste sentido com 85% dos seus professores titulados em curso superior, mas os resultados qualitativos ainda não avançaram na mesma proporção. Isto sugere que a educação precisa ser repensada numa visão imediata de um futuro capaz de resgatar, em tempo, valores perdidos e reconhecer os direitos da pessoa humana enquanto sujeito da sua própria história.

A educação é um processo continuado e humano, uma consequência da interação com a família, do acesso aos bens culturais e da infraestrutura de uma escola. Estamos mergulhados numa violência sem precedentes dos adolescentes na escola, motivados pelo modelo cultural vigente: adultinização precoce, liberdade sexual, tolerância excessiva dos pais, falta de limites, ausência de valores éticos, morais e cristãos. Tais comportamentos induzem a agressividade e conflitos, contaminando colegas e desgastando emocionalmente o professor.

Como educar? Frente à realidade social atual, o professor necessita preparar-se emocional e cognitivamente, numa visão imediata, para buscar formas diferentes de relações interpessoais. Dentre os fatores desencadeadores de procedimentos inadequados de conduta em sala de aula, a perda da autoridade como fator de disciplina é responsável para que se crie um ambiente desajustado ao trabalho do professor. A capacitação docente supervalorizada para o êxito qualitativo da educação necessita de pilares básicos para que isso aconteça: a interação com os pais dos alunos e políticas públicas que promovam medidas disciplinares adaptadas à realidade da escola. Não basta ao professor o domínio didático curricular, mas uma formação humana que possibilite articular projeto pedagógico e projeto humano. “Educar pelos afetos” é o fio condutor para atingir uma educação de qualidade, conquistando confiança, transmitindo segurança e interagindo com o aluno através do diálogo e do respeito mútuo. Eis o grande desafio da educação pós-moderna.

A exigência de uma prova de avaliação qualitativa aos professores deveria ser discutida em seus critérios entre os educadores de cada região, respeitando as diferenças e a diversidade nacional, inclusive as linguagens culturais. Entretanto é bom pensar que a qualidade da educação não está atrelada a uma prova. O professor necessita de valorização profissional, de dignidade e investimentos maciços para tornar a escola um lugar adequado à permanência do aluno. O conceito de qualidade dá margem a muitas interpretações. É preciso acreditar para realizar mudanças, enfrentar desafios e crer na educação como um ato de fé, sem dissociar-se da “linguagem do afetos” como processo contínuo de inclusão social: uma nova ordem para a educação.


Nylza Osório Jorgens Bertoldi - Educadora emérita do Estado do Rio Grande do Sul

Fonte: Zero Hora